32ª edição do Grito dos Excluídos em Bauru

32ª edição do Grito dos Excluídos em Bauru une movimentos sociais e Igreja

na defesa da justiça, da paz e da soberania

Em sua 32ª edição, o tradicional Grito dos Excluídos e Excluídas foi às ruas neste 7 de setembro para fazer um contraponto aos desfiles oficiais e denunciar as desigualdades e injustiças que persistem em nosso país.

Com o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, o ato em Bauru (SP) foi promovido pelo Setor Caridade da Diocese. O evento contou com a participação de pastorais sociais (Pastoral da Ecologia Integral, Pastoral da Saúde, Campanha da Fraternidade, Vicentinos…) do Conselho Nacional dos Leigos e Leigas do Brasil (CNLB) e de movimentos sindicais e populares do município, marcando a retomada da parceria da Igreja com os movimentos sociais na realização do ato.

Lutas e Reivindicações

A manifestação colocou em pauta a urgência de respostas para problemas estruturais que afetam a população mais vulnerável, tais como:

* Déficit habitacional e especulação imobiliária: que excluem milhões de pessoas do direito à moradia digna – em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2026;

* Concentração de terra e de riquezas: que privilegia poucos em detrimento de uma grande maioria de excluídos;

* Precarização dos serviços públicos: ausência, precariedade ou preço abusivo de serviços essenciais, sobretudo nas periferias;

* Violência estrutural: combate às diferentes formas de violência, incluindo a misoginia, o feminicídio (que vitimou mais de 1.500 mulheres no país em 2025), o racismo, a homofobia e a violência contra pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Cartazes e faixas clamavam por justiça socioambiental, ressaltando a urgência da questão climática associada à justiça social. O ato também defendeu a soberania nacional e os direitos trabalhistas, endossando a proposta de redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6×1.

O Grito dos Excluídos e das Excluídas denuncia que a Independência do Brasil permanece incompleta enquanto nossa soberania continuar ameaçada, nossas riquezas forem saqueadas por elites a serviço de interesses estrangeiros, e parcelas significativas da população continuarem privadas do acesso a uma vida digna e à satisfação de suas necessidades mais básicas.

Destacamos, entre outras, a participação de Pe. Milton Carrachi, de Frei Ricardo Backes e de Frei André Gurzynski.

O folder explicativo distribuído lembrou o lema muito apreciado pelo saudoso Papa Francisco: “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direitos!”

(Elaine Bertone e Frei André Gurzynski)

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